ANÁLISE POLÍTICA 14 de maio

ELEIÇÕES – EM PONTO MORTO

 

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A degeneração da política como elemento de transformação e desenvolvimento, provocada pelos estrondosos escândalos de corrupção em todos os níveis, paralisou o governo Temer. O Brasil pode ser comparado a um carro em ponto morto numa reta, pelo menos até a passagem da faixa presidencial, em janeiro próximo.

O Presidente está acuado por reiteradas denúncias e sua candidatura à reeleição é tratada com desdém até por correligionários. Os caciques do MDB, preocupados com as suas reeleições, já trabalham fortemente para o desembarque da candidatura à Presidência.

À rádio CBN, Temer disse que não tem medo de ser preso, mas que isso “seria uma indignidade”. Como qualquer outra autoridade investigada, Temer acredita em sucessivas “tentativas de irritá-lo”, como se as suspeitas – fortes e evidentes – devessem ser suplantadas em favor da ordem jurídica, como sugeriu na entrevista.

ELEIÇÕES – PARTIDOS

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Todos os partidos de Centro e o PT trabalham com a certeza de que ter força significativa no Congresso é verdadeiramente proporcional a ter força no Poder Executivo. Assim, se movimentam para arrumar as coligações e investir nos candidatos proporcionais com chance de compor as suas bancadas.

Os Partidões não estão se preocupando muito com a eleição do Presidente. Por enquanto.

ELEIÇÕES – CENÁRIO INDEFINIDO

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Temer já sabe que sua candidatura tem chances próximas de zero e Meirelles não está conseguindo convencer as plateias dispostas a ouvi-lo. O tempo de campanha nesse pleito é o grande entrave. Bolsonaro continua sedimentando sua candidatura e preocupando os caciques dos partidos.

O PT está preso com Lula em Curitiba. Semana passada, Lula mandou recado: não autoriza qualquer conversa com Ciro Gomes. Pelo menos por enquanto.

ELEIÇÕES – FORA DE COMBATE

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O outsider sucumbiu. Joaquim Barbosa anunciou dia 08 que está fora da disputa eleitoral. Alegou motivos pessoais. Nós, aqui na APS, descrevemos a possibilidade deste cenário se realizar.

Barbosa é vaidoso, a ideia era empolgante num primeiro momento, mas ele também é astuto. Sabe que não resistiria a 15 minutos de debate sem explodir. Inteligência emocional não é um atributo que ele domine.

Com essa mexida no tabuleiro que se apresenta, a dúvida paira sobre os votos que ele teria: ficarão com a direita, representada por Geraldo Alckmin, ou irão para Marina?

A terceira via pode ser o não voto, e as pesquisas vão demonstrar o tamanho do esforço que os partidos terão que demandar para atraí-los.

O PSB, que governa os importantes estados de São Paulo e de Pernambuco, tem uma nova batalha interna a ser travada com ligeira vantagem para a corrente do governador Márcio França.

ELEIÇÕES – RIO DE JANEIRO

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Romário lidera as pesquisas na corrida eleitoral, mas disse que está fora. Índio da Costa segue tentando empolgar, com apoio do prefeito Marcelo Crivella e Eduardo Paes está concorrendo amparado por uma liminar. Afirmou que só permanece se tiver plenas garantias de que a Justiça o absolverá. Se for assim não será candidato.

NA CÂMARA

Com os trabalhos funcionando em ritmo de arrumação política eleitoral, a Câmara aprovou a MP 810, que favorece investimentos no setor de informática. Agora segue para o Senado.

AGRODEFENSÍVEIS

Avança bem a discussão do relatório do deputado Luiz Nishimori sobre o Projeto de Lei que trata do licenciamento dos agrodefensíveis.

ISENÇÃO É PARA OS FRACOS

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E por falar em Gilmar Mendes, a revista eletrônica Crusoé trouxe uma matéria explosiva sobre os negócios do ministro empresário, desenvolvidos por meio do seu Instituto de Direito Público-IDP.

A publicação traz uma lista de empresas, bancos públicos e privados, federações, associações e organizações. Todas com ações em tramitação no STF, que engordam os cofres do IDP a título de patrocínio.

Muitos desses patrocinadores optam por não aparecer como apoiadores dos eventos promovidos pelo Instituto, mantendo suas marcas no anonimato.

Desde 2011, foram mais de R$ 7 milhões arrecadados.

Na lista, empresas como J&F, Google, Bradesco, CEF, Febraban, CEMIG, CSN e outras não menos importantes, todas com inquéritos que dormem nas gavetas do ministro. Eventos patrocinados com verbas nada modestas, muitas sob o manto do anonimato.

Do ponto de vista mercadológico, por que uma empresa, um banco ou uma entidade de classe patrocina um evento e esconde sua marca?

Do ponto de vista jurídico, um juiz tem a isenção necessária para julgar um inquérito de empresa que despejou centenas de milhares de reais em eventos de seu Instituto?

Para quem defende com tanto fervor os preceitos constitucionais, seria saudável para a sociedade, e para o próprio STF, que o ministro respondesse a essas questões.

Parecido com as práticas do Instituto Lula, não?

PADRINHO É TUDO

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Os próceres do PSDB já dormem tranquilos desde o dia 11. O ministro Gilmar Mendes mandou soltar Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, conhecido no meio político como um dos principais operadores do partido.

Uma das justificativas do ministro é de que Paulo Preto estava sendo constrangido. Sobre o constrangimento imposto à sociedade por desvios de quase R$ 8 milhões das obras do Rodoanel e uma conta na Suíça com R$ 130 milhões…nenhuma palavra.

LIMPANDO GAVETAS

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O efeito prático do julgamento sobre o destino do foro privilegiado foi imediato. Cerca de 50 inquéritos já foram rebaixados do STF para instâncias inferiores.

Aécio Neves, por exemplo, teve um processo rebaixado para a primeira instância judicial, por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. O inquérito investiga supostas irregularidades na construção da Cidade Administrativa, no 2º mandato do tucano como Governador de Minas Gerais. Caso não haja em Minas um espírito de justiça, semelhante à praticada por Moro e Bretas, isso pode ser uma vantagem para o senador.

DITADURA REMEXIDA

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Um documento da CIA, revelado na semana passada, indicou que o ex-Presidente Ernesto Geisel, responsável pela transição entre a ditadura do regime militar e a democracia, manteve a política de execução de presos praticada por antecessores.

O documento faz a descrição de uma conversa privada entre um Presidente da República e dois generais, que afirmam que a prática de assassinato só seria autorizada pelo próprio Palácio do Planalto e em ‘casos excepcionais’, para presos considerados perigosos. A notícia chacoalhou as instituições e movimentos que ainda trabalham para esclarecer os crimes daquela época.

O aspecto curioso dessa questão é: por que uma pauta tão delicada veio à tona pelas mãos da CIA, justamente nesse momento? E agravada, pois tanto o Governo Americano quanto o Itamaraty não se pronunciaram.

Não é difícil acreditar na versão da CIA, mas a quem ela quer atingir com esta revelação hoje, às vésperas de uma eleição?

BEBIDAS BORBULHANDO 1

O setor de bebidas no Brasil deveria ter um órgão de fiscalização exclusivo, tal é o tamanho e meandros das fraudes.

Semana passada, o dono da marca de refrigerantes Dolly, Laerte Codonho, foi preso por suspeita de fraudes fiscais. O valor pode superar os R$ 4 bilhões. Sim, bilhões.

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Codonho está no radar da Polícia há muito tempo. Já fez um acordo, pelo qual pagou mais de R$ 30 milhões, mas tudo indica que ainda tem muita borbulha sob as garrafas de Dolly. No meio empresarial, ele é considerado um falastrão. Apesar da projeção da marca, as campanhas publicitárias sempre foram motivos de piada. Quem o conhece garante que a criação das peças é dele mesmo. Já colocou vários familiares nos comerciais do refrigerante.

Codonho  é empresário-ostentação. No ato da prisão, foram apreendidos dois helicópteros da empresa, mais de uma dezena de carros de luxo e R$ 300 mil em dinheiro (em espécie) na sua casa.

Ao ser preso, exibia um cartaz onde se leu “preso pela Coca-Cola”, repetindo o que já virou um bordão de sua cultura empresarial.

Codonho entende que sofre de uma profunda e nefasta perseguição da gigante dos refrigerantes.

BEBIDAS BORBULHANDO 2

Dona das marcas Itaipava, Crystal e Petra, entre outras, a Cervejaria Petrópolis deve ao fisco fluminense um bilhão, cento e quatro milhões, trezentos e dezoito mil, duzentos e cinquenta reais e treze centavos (R$ 1.104.318.250,13).

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Se vingar o acordo selado com autoridades do Estado, a empresa vai terminar de pagar essa dívida no ano de 4.105.

O desembargador Maldonado de Carvalho vai analisar um requerimento da Procuradoria Geral do Estado que pede revisão da medida do parcelamento, estipulado em 2.097 anos.

NÃO PARA, NÃO PARA, NÃO PARA

A Receita Federal montou um grupo com auditores fiscais especializados para investigar cerca de 800 agentes públicos do Legislativo, Executivo e Judiciário.

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Eles são suspeitos de fraudes tributárias. Essa medida é mais do que bem-vinda, necessária e urgente. Aliás, quase tardia, pois bastava analisar os sinais exteriores de riqueza de muitas Excelências, para se perceber que o buraco é bem mais embaixo.

APRENDIZ DE GEDDEL

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Apesar dos avanços da Lava Jato, das prisões e recuperação de parte dos valores desviados, muitos políticos ainda agem com certeza da impunidade. É como se estivessem vivendo uma realidade paralela.

Só isso pode explicar o fato de o prefeito de Mongaguá, cidade no litoral Sul de São Paulo, Artur Parada Prócida, ter sido flagrado com R$ 5,3 milhões (em espécie) em casa. A suspeita é por desvio de verbas da Educação. Está preso e promete explicar a origem do dinheiro.

Um detalhe divulgado durante a operação chama a atenção: Prócida foi eleito para o cargo nada menos do que cinco vezes.

CIAO AMIGO RÔMULO GOUVEIA 

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Faleceu na madrugada de domingo o competente e presente deputado Rômulo Gouveia, aos 53 anos.