Análise Política – 18 de dezembro

O Adiamento da Votação da Reforma da Previdência
A cúpula política do Palácio do Planalto passou a entender, após avaliação do número de votos e da repercussão da nova campanha de mídia, que não era o melhor momento para arriscar uma votação da reforma da previdência na Câmara dos Deputados.

Sem votos

Os palacianos, após escutarem com atenção ao senador Romero Jucá, Líder do Governo, e ao presidente da câmara Rodrigo Maia, concordaram com a imposição do adiamento.

Desta avaliação não participou e nem foi ouvido, o ministro da Fazenda. Daí o motivo pelo qual, quando foi provocado, durante uma entrevista,  afirmou açodadamente e enfaticamente que a votação da previdência ainda estava em pauta.

A minha surpresa foi constatar que ele não foi desautorizado, ele foi sim considerado como patinho fora do seu ninho, e sequer foi convidado ou informado das decisões tomadas pela cúpula. Temer, hospitalizado, provavelmente foi informado.

A reforma da Previdência discutida como sendo uma proposta do Governo, fica com aspecto negativo, e por isso vem perdendo a batalha da comunicação.

Lula e a definição
Com a data marcada em 24 de janeiro de 2018 para o julgamento de Lula em segunda instância, o quadro de candidatos a candidato da presidência da república ficará mais claro. uma eleição com lula é bem diferente de uma lição sem o Lula. Cabe esclarecer que a Sociedade aguarda um julgamento jurídico e não um político.

Para aqueles que acham que o parlamentar deve votar a reforma da Previdência a qualquer preço

Para os jornalistas, os parlamentares têm uma visão curta da sociedade, e que é preciso fazer o que o Meireles quer. Esquecem-se da democracia.

Um parlamentar vota e trabalha pela a representação, de acordo com aqueles que o puseram do seu mandato. Lamentavelmente, ou não, o parlamentar representa conjunto de pensamento de pessoas. Se ele não está seguro para votar na reforma da Previdência, é porque a sua base eleitoral assim se comporta.

Agropecuária avança no congresso
Este fim de ano vem sendo muito satisfatório para aqueles que brigam por uma legislação mais justa para o setor agropecuário. O projeto de lei que visa regularizar a situação do FUNRURAL foi aprovada nas duas casas do congresso em menos de 10 dias, com reclamações e com defesas apaixonantes. Este episódio merece ser escrito como um caso de solução política, mediado por pessoas de bom senso e com um final satisfatório. O PL voi aprovado e foi à sanção presidencial.

O Renovabio, medida que é importante para o setor de combustíveis renováveis, também foi aprovado, e ainda organiza a criação Crédito de Descarbonização de Biocombustíveis (CBIO).

Cooperativas de Crédito
O plenário do Senado Federal aprovou por unanimidade, terça-feira,12, o projeto que autoriza as cooperativas de crédito a receberem recursos de prefeituras e de outros entes públicos municipais (PLC 157/2017), de autoria do deputado Domingos Sávio (PSDB/MG) e relatoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), ambos da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

A proposta segue agora para sanção presidencial. Com o novo projeto de lei, os recursos gerados no município poderão ser utilizados como fonte de financiamento para associados das cooperativas na própria localidade, o que contribui para o desenvolvimento local. A partir de agora, as prefeituras poderão, por exemplo, realizar o pagamento dos servidores públicos municipais diretamente nas cooperativas.

Os Chupins
A Construtora Camargo Correa, em busca de leniência, denunciou secretamente do CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a formação de Cartel as construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Impressionante é que em 20 anos nenhuma autoridade de fiscalização nada descobriu, questionou, ou apurou neste universo de corrupção e de armações, sendo necessário que haja delações dos malfeitores.

ESPÍRITO SANTO, AMÉM

O Espírito Santo, capitaneado por Paulo Hartung, mais conhecido como Imperador, aprovou o orçamento para 2018.

A peça poderia ser comparada a um filme de terror. Hartung – um dos personagens que compunha uma lista de políticos que usaram e abusaram de robôs em redes sociais para turbinar a própria imagem, em denúncia feita pela rede BBC – assim dividiu o bolo em seu Estado:

R$ 47 milhões para Publicidade

R$ 200 mil para modernização da segurança

R$ 364 mil para alfabetização de jovens e adultos

R$ 400 mil para desenvolvimento de políticas para o meio ambiente

R$ 2 milhões para o reaparelhamento é desenvolvimento do ensino médio e fundamental

Sem teto de luxo

Luiz Fux barrou a ação popular contra decisão que autoriza o auxílio-moradia a magistrados, promotores e conselheiros de Tribunais de Contas, inclusive a quem tem residência própria na cidade em que trabalha. A medida custa mais de R$ 4 bilhões/ano aos contribuintes.

Mais um?

Um grupo do DEM que pretende lançar Rodrigo Maia à corrida pelo Planalto em 2018, acredita que ele “é o único nome que pode unificar o País”, informou Andreza Matais, do Estadão. O grupo também acredita em Papai Noel e na Fada do Dente.

Tiro no pé

O primeiro e único discurso de Tiririca na Câmara acabou com um tiro no próprio pé. Se as pessoas não sabiam que ele usa passagens aéreas – para ele e seus assessores – de sua cota parlamentar para fazer shows, agora já sabem. A vergonha que ele denunciou, portanto, agora é extensiva a ele também.

Água no chopp

A candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro subiu no telhado. O ex-prefeito tornou-se inelegível por oito anos, junto com Pedro Paulo. Ele pode recorrer, mas vai dar trabalho.