ANÁLISE POLÍTICA 29 de outubro

NA SALA DE RECUPERAÇÃO

Resultado de imagem para bolsonaro vence as eleições

O Brasil era um país com câncer terminal. Foi devastado durante longos 13 anos. Prejuízo de R$ 50 bilhões na Petrobras, Fundos de Pensão saqueados, centenas de estatais criadas para desviar o dinheiro público para a corrupção; quase R$ 500 bilhões em desonerações fiscais e a quebra do setor elétrico. Obras faraônicas em países controlados por ditaduras sanguinárias, enquanto mais de 50% dos brasileiros ainda vivem sem saneamento básico.

O setor agropecuário, que carrega o PIB nas costas, vive sob intensos e contínuos ataques, com invasões, saques e destruições implacáveis de plantações, máquinas e equipamentos, laboratórios e animais. Segurança jurídica zero.

A eleição de Jair Messias Bolsonaro à presidência da República coloca o país no pós-operatório, com intensiva observação, remédios amargos e doses maciças de tolerância e apaziguamento.

Ao contrário do que se pregou exaustivamente, a democracia não está ameaçada. Foi ratificada a vontade da maioria, ainda que os votos brancos e nulos emitam sinais claros das profundas cisões que esses anos de corrupção provocaram na sociedade brasileira.

Essa eleição apresentou os maiores índices de abstenção desde 1998. Os números, já exaustivamente explorados, mostram que os descontentes também precisam ser atendidos em suas demandas. É um universo nada desprezível num país dessa dimensão.

A missão do novo presidente não é nada leve. A ele caberá a árdua função de juntar os cacos e unir os brasileiros em torno da democracia.

Por tudo isso, a reação belicosa e nada republicana do seu oponente, logo após o anúncio dos resultados, foi totalmente desnecessária. Ao dispensar o protocolo e não se dirigir ao vencedor, ratificar que a liberdade de Lula é prioridade, renegando a justiça, deixou claro que os discursos de campanha eram apenas…..discursos para atrair votos.

Não existe PT moderado. Existe PT dissimulado.