ANÁLISE POLÍTICA DA SEMANA 15 de abril

DIESEL COM VERGONHA

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O presidente Bolsonaro fez uma interferência direta na economia. Mandou o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, voltar atrás no aumento que já tinha concedido de 5,7%, no óleo diesel.
Foi acusado por setores da imprensa e da economia de copiar a política da ex-presidente Dilma. Os reflexos foram imediatos.

Ora, Bolsonaro tem as informações necessárias e sabe como andam as movimentações em torno desta bandeira por parte dos caminhoneiros. Ele nunca escondeu que não tem a menor confiança nos tecnocratas que cercam o governo brasileiro.

O presidente pôs o guizo no gato, e determinou ao presidente da Petrobras que comunique às equipes de governo antes de tomar medidas recomendadas por seus técnicos. Não é exatamente uma medida legal, mas demonstra preocupação em administrar o país.

Quem saiu muito mal do episódio foi o presidente da Petrobras. Ele foi desautorizado e atropelado pelos fatos, que colocaram em dúvida também a sua assessoria, com a qual se aconselha ou delega autoridade.

Na minha avaliação, no momento Roberto Castello Branco não reúne mais as condições para exercer a presidência dessa empresa gigantesca. Ele foi desautorizado com sabedoria pelo presidente, e mal aconselhado – com segundas intenções. Junto com o presidente da Petrobras deveria sair também a equipe técnica, que assinou e estudou tal aumento.

DAQUI EU NÃO SAIO. SAI, SIM.

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Dissemos aqui, na semana passada, que o ministro da Educação não reunia condições para prosseguir no comando da pasta. Na segunda-feira ele foi substituído por Abraão Weintraub.

SEM EXAME TOXICOLÓGICO

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Em palestra proferida antes da nomeação, o novo ministro afirmou que os donos de jornais, banqueiros e empreiteiras são comunistas, e desejam tomar conta ideologicamente do país.

O SEGUNDO
A instabilidade emocional e inexperiência com o convívio administrativo no ministério de Relações Exteriores são cada dia são mais evidentes, na gestão do ministro Ernesto Araújo. Nessas condições, ele derrubou o segundo presidente da APEX em 100 dias de governo. Quem levou a culpa foi a diretora Letícia Catelani.

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Araújo foi embaixador nas embaixadas dos EUA e Canadá. Em 2016, foi nomeado Diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos, cargo que exerceu até ser designado Ministro de Estado das Relações Exteriores.

O ministro entrou na linha de tiro. Bolsonaro não ficou feliz com a decisão de demitir apenas o presidente da APEX, pois havia ordenado a demissão de todos os membros da equipe. Acabou convencido a não demitir todos de uma só vez.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Na semana passada, a PEC 06/2019 – Proposta de Emenda Constitucional, que trata da Reforma da Previdência, seguiu o cronograma previsto. Com pouca interferência da oposição o prazo foi cumprido.
Nessa semana, os parlamentares do governo pretendem por a matéria em votação na CCJ. Certamente, o ambiente ficará mais quente e emocionante.

MICHEL LIVRE

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O ex-presidente Michel Temer responde, atualmente, a 12 processos referentes a investigações da Operação Lava-Jato. Segue livre e perseguido.

CADE

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Numa semana em meio a turbilhões de intempéries na economia, o CADE determinou que o terminal portuário multinacional da Embraport suspendesse a cobrança da taxa THC2. O órgão considerou a taxa ilegal e um instrumento de abuso econômico.

RIO E CHUVAS

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Na semana passada, o ainda prefeito Marcelo Crivella, estrategicamente, achou uma forma de bater boca com um jornalista da TV Globo. Isentou-se de responsabilidades e da correlação às ações necessárias para minimizar o estrago feito pelas chuvas. Faltou sirene, e sobrou demora no atendimento aos afetados.

RUIU TUDO

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O desabamento dos prédios na favela da Muzema apenas parece um fato novo. A ocupação irregular e a verticalização das favelas no Rio de Janeiro vem acontecendo em todas as comunidades, sem nenhuma interferência do poder público municipal, estadual ou federal, nem do poder judiciário.
Essa leniência põe em risco a vida de muitos cidadãos, e projeta o nome da Cidade Maravilhosa entre as que não têm responsabilidade para atrair uma economia forte.

MDB

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A eleição para a nova diretoria de comando do MDB na semana que se inicia tem nove candidatos disputando a presidência. O atual presidente, o ex-senador Romero Jucá, diz que não é candidato. Observando à distância a briga pela sua poltrona, Jucá pode ser convencido a continuar presidente da sigla por mais dois anos.